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Importação de engenheiros polemiza debate sobre valorização profissional

Data: 26/08/2010
Fonte: Assessoria de Comunicação da Fisenge
Redator(a): Camila Marins

"É preciso investir em requalificação e formação”, crítica Mário Sérgio Pinheiro, advogado e integrante do Conselho Jurídico da CUT
Importação de engenheiros polemiza debate sobre valorização profissional

Foi anunciado nesta terça-feira, dia 24, um salto de 27% no número de autorizações concedidas a engenheiros estrangeiros, de acordo com dados da coordenação geral de imigração do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Segundo a pesquisa, entre janeiro e julho deste ano, a entrada de estrangeiros no país já superou os números de 2008, com 2.804 autorizações. E a discussão sobre a Valorização Profissional na 67ª Soeaa não fugiu deste debate.

“Estamos num momento no qual a lei do Salário Mínimo Profissional (SMP) vem sendo bombardeada e a mídia anuncia escassez de engenheiros, mas isso ocorre em determinados setores, não pode ser generalizada. E, hoje, coincidentemente divulgou que, se continuarmos nesse ritmo, nos próximos cinco meses, haverá a entrada de 4.800 engenheiros estrangeiros, e nosso País tem mão de obra própria e qualificada”, pontuou o presidente da Fisenge, Carlos Roberto Bittencourt, que integrou a mesa de abertura.

O advogado e integrante do Conselho Jurídico da CUT, Mário Sérgio Pinheiro, enfatizou que é preciso uma requalificação profissional. “Sou radicalmente contra a importação de engenheiros, pois estes profissionais foram abandonados nas décadas de sucateamento e desmonte dos setores, enquanto os países estrangeiros, para enfrentar a crise, querem capitalizar nosso mercado. Conheço muitos engenheiros qualificados que hoje são taxistas e é preciso investir em requalificação e formação”, criticou.

Já o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, explicou como funciona este processo na Ordem. “Nós admitimos advogados estrangeiros, única e exclusivamente, para finalidade de consultoria. Mesmo assim, é necessário ter a carteira pela OAB e reciprocidade do País de origem. É preciso colocar o interesse nacional em primeiro lugar”, avaliou.


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