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Data: 08/01/2010
Fonte: Assessoria de Comunicação do Confea
Redator(a): Tânia Carolina Machado
Em texto para discussão nos encontros preparatórios do 7º Congresso Nacional de Profissionais (CNP), que será realizado em agosto deste ano, em Cuiabá (MT), o eng. civ. Danilo Sili Borges - ex-presidente do Crea-DF, professor adjunto da Universidade de Brasília e atual assessor do Confea - fala sobre as ações que visam à integração do sistema profissional com o de formação. O assunto inclui reflexões sobre a multiplicidade de títulos profissionais; a não exigência de registro para os docentes; o aumento do número de cursos e de vagas; a qualidade do ensino; a necessidade ou não de um exame de ordem para os profissionais da área tecnológica; as perspectivas para a profissão; entre outras.
Segundo Danilo, existe hoje um consenso de que os maiores fatores de desenvolvimento e competitividade no mundo globalizado de um país são a educação da população e a inovação tecnológica, considerada a mola propulsora do crescimento e até mesmo da segurança do país. Os engenheiros têm papel fundamental nesse contexto uma vez que são responsáveis pela transformação do conhecimento em produtos e processos. “Entretanto, não basta resolver o problema da quantidade de engenheiros, nem mesmo a questão da sua qualidade vista por critérios absolutos”, afirma. Para ele, além de uma boa formação, o engenheiro deve voltar-se para as necessidades do país. “Devemos buscar engenheiros cidadãos completos, valorizados pelo conhecimento que possuem e por suas ações na sociedade”.
Um dos caminhos a seguir é a integração entre o sistema profissional e o educacional, que com o passar dos anos conquistou uma interface maior. “A representação nos conselhos foi a via escolhida pelo legislador para garantir a integração desses sistemas”, explica Danilo. O Sistema Confea/Crea possui hoje comissões de educação em toda sua estrutura. Além disso, tem mantido articulações junto ao Ministério da Educação nos assuntos relacionados ao reconhecimento de cursos, à redução da nomenclatura dos cursos de Engenharia, entre outros.
Entretanto, apesar da evolução, Danilo questiona: “Terá mesmo o sistema profissional conhecimento para interferir nesse processo? Da mesma forma, terá o sistema educacional, composto por experts em educação e não em Engenharia e seus problemas, o conhecimento profundo das necessidades nacionais para a área tecnológica”?
Para ele, muitas vezes, nem o sistema profissional nem o educacional, isoladamente ou em conjunto, são capazes de traçar um perfil profissional adequado. A “integração na base”, como denomina a representação das escolas nos Conselhos Regionais, e a “integração na cúpula”, que consiste na representação dos docentes no Federal, nem sempre funciona. Existe, assim, a necessidade de participação de novos atores no processo.
“Sugere-se que novos protagonistas participem dessa definição, podendo ser os setores produtivos, de planejamento e de defesa do país, pois dispõem de informações que não são próprias dos sistemas educacional e profissional e são capazes de permitir uma adequada visão de futuro”. A solução, para Danilo, passa pela adequação dos cursos às necessidades do país, do seu parque industrial, das atividades rurais, da tecnologia desafiadora e veloz do mundo globalizado, aos requisitos das políticas de estado estabelecidos para o desenvolvimento do país.
A reflexão acerca da integração dos sistemas educacional e profissional e propostas de ações concretas para se atingir essa meta serão realizadas, a partir de fevereiro, em 27 Congressos Estaduais e em cerca de 300 eventos microrregionais.
Leia o texto integral de Danilo Borges e saiba mais sobre o 7º Congresso Nacional de Profissionais.
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