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Data: 17/06/2010
Fonte: Jornal Online da UFPI
Redator(a): Lourdes Pereira

Nos últimos anos, a construção civil no Piauí tem elevado os índices de contratação tanto para vagas formais como informais. E os postos continuam a surgir. Mas encontrar trabalhadores qualificados se tornou uma tarefa cada vez mais difícil. Paradoxalmente, as agências de emprego estão com montanhas de currículos de profissionais esperando por uma oportunidade. E onde está o problema se há vagas no mercado e gente buscando emprego? A resposta é simples e recorrente: falta qualificação, banco de dados centralizados e meios para se qualificar.
De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Teresina, Andrade Júnior, em decorrência da grande expansão dessa área, há vários empresários solicitando a criação de mais cursos de qualificação porque faltam profissionais em algumas áreas. “Todo dia tenho contato com empresários, que vêm me pedindo qualificação de profissional”, relatou.
De acordo com dados do CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, a atividade alcançou 66% do total de empregos em março de 2010. A construção civil empregou em todo país 2.390.855 pessoas. No Piauí, nesse mesmo período, foram gerados 3.423 empregos formais, sendo que só o setor da construção civil foi responsável por 2.270. Teresina ficou com o primeiro lugar em postos gerados com cerca de 867 empregos.
Espera-se ainda que esses números cresçam muito mais durante o ano de 2010, já que estão previstos grandes investimentos estaduais e nacionais tanto no interior quanto na capital, como por exemplo, as obras do PAC, e ainda os programa “Minha Casa, Minha Vida”, do Governo Federal, de incentivo à construção de habitação popular.
Há profissionais no mercado. Mas onde eles estão?

Sim, há profissionais qualificados (não muitos), mas há. Eles estão por aí, mas como não há um banco de vagas centralizado, empregador e empregado (empregável) não se encontrem e esse é mais um dos problemas que se pode identificar no setor da construção civil. Alguns postos podem ser encontrados no SINE-PI, mas ainda não é suficiente para atender a demanda de todas as áreas.
Dessa forma, para que as informações se encontrem de forma mais efetiva, o CREA-PI, disponibiliza desde setembro de 2009, um banco de empregos para divulgar currículos e vagas na internet. Esse serviço de mediação proposto pelo órgão tem caráter regional e é oferecido gratuitamente. Segundo a assessora de comunicação do CREA, Vanessa Viana, “o site é um ponto de encontro do mercado de trabalho com os profissionais”.
Segundo ela, antes da implantação do serviço, o Conselho recebia todos os dias solicitações das empresas que procuravam por profissionais. Desde o início de seu funcionamento, o banco recebe mensalmente cerca de mil acessos, com cadastro de empresas de grande e médio porte e de profissionais das mais diversas modalidades da engenharia, arquitetura e agronomia.
Para se cadastrar o interessado de posse do CPF, RG e dados profissionais, pode acessar o link http://www.crea-pi.org.br/admincurriculos/cadastro. No site do CREA-PI( http://www.crea-pi.org.br) são encontradas mais informações como proceder. Já na página de vagas recente: http://www.crea-pi.org.br/vagas/recentes, são encontradas algumas vagas disponíveis atualmente. Entre elas a de Engenheiro de Segurança do Trabalho, Técnico em Edificações, Técnico nível médio, entre outros.
E quem não é qualificado?
Iniciativas como a do CREA-PI são importantes, mas não resolvem todo o problema para preencher as vagas. Existem muitos trabalhadores espalhados pela cidade, mas não chegam a ter acesso a essa informação. Ainda há os que trabalham no setor informal há muitos anos que não tem como comprovar, pois atuam informalmente e só sabem das vagas através do conhecido “boca-a-boca”. Sem contar nos trabalhadores que se interessam pela área, já começaram a trabalhar, mas não são considerados qualificados por causa da falta de cursos ou comprovação e experiência.
Pode-se citar como exemplo desse quadro, o servente de pedreiro Leonardo Sousa que há três anos trabalha no setor. Leonardo afirma que já trabalhou antes com carteira assinada em uma empresa de construções da capital, mas ainda não é considerado experiente. “Eu trabalhei sempre em bicos e no ano passado eu trabalhei durante cinco meses como apontador na Jurema (construtora), mas a obra foi cancelada e eu fiquei desempregado e agora tenho que me virar com os bicos que vou arrumando”, lamenta.
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Assim, para tentar ampliar o leque de profissionais qualificados disponíveis no mercado, a Prefeitura de Teresina já abriu varias cursos visando a qualificação de profissionais na área da construção civil. Foram abertos vários cursos de pedreiro devido à falta de profissionais qualificados. “Nos últimos anos, o setor de construção em Teresina cresceu consideravelmente. Assim, as construtoras necessitam de um volume maior de profissionais capacitadas, como pedreiros e serventes. Daí a necessidade de oferecermos cursos nessa área”, explica o presidente da Fundação Wall Ferraz, Antônio José Aguiar. O mais recente será lançado no próximo dia 18 a partir das 16h, no auditório do Centro de Artesanato Mestre Dezinho.
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