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Superintendente da ANA fala sobre Barragens e contenção de enchentes

Data: 21/10/2010
Fonte: Aldeia Comunicação
Redator(a):

A mesa contou ainda com a presença do Eng. Civil Jesus Boavista e do Eng. Civil, Consultor do Ministério da Integração e Professor Doutor da UFC Antônio Nunes de Miranda

A XIV Fecon seguiu hoje (21) com mais um dia de palestras. A primeira foi sobre a contenção de enchentes no Nordeste e importância das Barragens. Quem discorreu sobre o tema foi o Engenheiro Civil, Especialista em Recursos Hídricos e Superintendente da Agência Nacional de Águas (ANA), Joaquim Gondim. O palestrante utilizou como exemplo a barragem de Castelo, situada no norte do Piauí. A mesa contou ainda com a presença do Eng. Civil Jesus Boavista e do Eng. Civil, Consultor do Ministério da Integração e Professor Doutor da UFC Antônio Nunes de Miranda.

Joaquim Gondim explicou como funcionam os reservatórios de água e como eles podem evitar possíveis enchentes e enfatizou a necessidade de estudos climatológicos da região, afim de facilitar o esvaziamento ou não de um reservatório de água. Segundo o superintendente da ANA, muitos problemas ocorrem pela falta desse estudo. “Há casos nos quais decide-se esvaziar um reservatório de água, quando ele deveria estar cheio para uma possível estiagem. E há casos em que decide-se não esvaziar uma barragem, o que acaba fortalecendo uma enchente, já que não há locais para o escoamento do fluxo de água do rios. É necessário que haja esse cuidado a fim de que se tome a decisão correta no momento certo”, alertou.

Gondim destacou que muitas cidades no Nordeste estão resolvendo o problema das cheias. Ele citou como exemplo a cidade de Recife (PE), onde foram construídas barragens para a contenção da água no período chuvoso. “Há de se conceber medidas estruturais para evitar enchentes, como diques, reservatórios e canalizações. Medidas não-estruturais também devem ser tomadas, como uma gestão adequada, zoneamento de áreas de inundação, sistema de alerta e seguro. Recife hoje é uma cidade do nordeste que já toma devidas precauções para evitar enchentes catastróficas”, citou.

Sobre Teresina, o especialista alertou que a cidade está sempre em risco, já que está cercada por dois rios e tem grande possibilidade de sofrer enchentes. “A barragem de Castelo foi feita para contenção de cheias e para irrigação na agricultura. Porém, ela ainda não oferece muita segurança para Teresina e todo resguardo que a cidade necessita, já que está entre dois rios que estão sempre sujeitos a sofrer enchentes”, disse. 

Ao final da palestra, o Eng. Civil, Professor Doutor da UFC e Consultor do Ministério da Integração, Antônio Nunes de Miranda, sugeriu a realização uma proposta para que seja feito um redirecionamento das obras da barragem de Castelo, de modo a maximizar sua eficiência. “A falta de estudos hidrológicos sobre a barragem faz com que ela não ofereça total segurança de que a população precisa. E o que acaba transparecendo à sociedade é que a mesma dispõe de uma plena eficiência, o que de fato não ocorre”, assegurou.


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