|
Carregando
|
Data: 14/12/2009
Fonte: Assessoria de Comunicação do Confea
Redator(a): Maria Helena de Carvalho
Em quatro grupos (Atendimento; A.R.T e Acervo Técnico; Assessoria Técnica e Tecnologia da Informação) os participantes do Seminário sobre a nova A.R.T. (Anotação de Responsabilidade Técnica), iniciado na quarta-feira (09) em Brasília, deram sequência ao treinamento que envolve a implantação do documento com base na Resolução 1025/2009, do Confea, – a qual passa a vigorar a partir de 2010 –, ano para os Creas se adequarem às novas exigências.
O segundo dia de trabalho teve o Manual que orienta os procedimentos para a implantação da nova A.R.T, detalhado pelo grupo de Assessoria Técnica, enquanto o de A.R.T. e Acervo Técnico e o de Atendimento esclareciam dúvidas quanto às novas orientações.
Consideradas pontos delicados, as áreas de Atendimento e de Tecnologia da Informação “exigem cuidados especiais”, alerta Milton Forte (Crea-SC), que atuou junto ao grupo de Atendimento.
“A área de Tecnologia precisa de muito subsídio para conseguir implementar toda a operacionalidade que o sistema requer, e que é complexa, mas vejo sintonia entre os grupos, o que facilitará o trabalho. Apesar de ser uma grande mudança, ajudará a nos tornarmos um sistema que fale a mesma linguagem em todo o país, e isso é uma grande evolução”, reconhece Fortes. Ele prevê impactos localizados e em nível nacional, pois a nova resolução estipula novos prazos e exigências.
“Haverá impactos nos Creas em função da realidade de cada um e do potencial de desenvolvimento e qualificação de pessoal no atendimento ao público. A disparidade entre Creas do sul e do norte é grande. É para isso que o seminário está sendo realizado. A implantação de um procedimento próprio, a partir de interpretação de lei, no caso numa resolução, pode gerar diferentes interpretações. Vamos ter que treinar todos para que falem a mesma linguagem e no mesmo nível”, afirma.
Para Fortes, a adequação de Creas em dar o atendimento adequado ao profissional e à sociedade em geral, implica “ter pessoal bem preparado e analistas qualificados, o que talvez exija remanejamento ou mesmo contratação de pessoal. Cada Crea terá que se adaptar a essa demanda. Temos Regionais que já fazem isso, outros ainda não, o que nos leva a buscar um nível intermediário, permitindo subir quem está abaixo e a partir daí, evoluir. Temos que ter um nivelamento mínimo”, conclui Fortes, chamando a atenção para o forte interesse demonstrado pelas equipes do nordeste: “É importante o Confea disponibilizar os recursos necessários para elevar o nível de tecnologia desses Creas. A base tecnológica permitirá toda a transformação”, defende Fortes, que reconhece como positivo o primeiro treinamento do Centro criado pelo Confea “para investir no conhecimento e fazer de cada participante um multiplicador de informação e acelerar esse nivelamento”, acredita.
Tecnologia da Informação: a base para o sucesso da empreitada
Base que permitirá a implantação da nova A.R.T, o Grupo de Tecnologia da Informação teve como referência Luis Carlos Garcia, da assessoria técnica do Crea-RS e coordenador do Grupo de Apoio Tecnológico, que apoia o Colégio de Presidentes, do Sistema Confea/Crea.
Para ele, o sucesso da implantação da nova A.R.T. está intimamente ligado aos investimentos em Tecnologia da Informação (T&I). Outro aspecto destacado pelo coordenador é a área do conhecimento e ainda o que chama de “comprometimento com os resultados”. Segundo ele, este exige “uma maturidade significativa em todos os gerentes de Tecnologia da Informação e de todos os participantes deste fórum”.
Garcia é enfático ao afirmar que é necessário “o compromisso de cumprir todas as tarefas. Tanto que estamos sugerindo a elaboração, em 2010, de quatro grandes fóruns, nos quais cada Crea traga e mostre seu projeto e suas dificuldades, para podermos acompanhar e auxiliar quem precisa. De tal sorte que não vamos esperar dezembro de 2010 para saber se foi ou não foi feito. Queremos ao longo do ano ter a certeza do que está sendo feito para identificar falhas e tentar solucioná-las”.
Garcia também chama a atenção para o fato de que “as áreas de T&I precisam de recursos próprios, destinados para aquisição de hardware e contratação de softwares”. Ele considera ainda que todo o esforço empregado até aqui precisa continuar a fim de que “o trabalho cumpra prazos e metas”. Classificando a nova A.R.T, “como o projeto mais estratégico do Sistema Confea/Crea”, Garcia defende o “acompanhamento passo a passo para monitorar a implantação das novas regras ditadas pela Resolução 1025”.
Prícila Fraga Ferreira, da Gerência de Conhecimento Institucional (GCI), do Confea, reforça que a área de tecnologia permeará todo o procedimento para a implantação da A.R.T.: “vai possibilitar que toda essa base de procedimentos seja colocada em prática de maneira uniforme em todos os 27 Creas, além de possibilitar a composição da base de dados nacional para nos conhecermos e também conhecermos as atividades técnicas realizadas pelos profissionais reunidos pelo Sistema Confea/Crea”.
Praça Demóstenes Avelino, 1767 / Centro · Teresina/PI · CEP: 64000-120
Fone: (86) 2107-9292 · Fax: (86) 2107-9253 · Mapa do site · Webmail