Engenheiro Civil Carmo Cesário lança livro de poemas “Mente Dividida”

Mente Dividida é o título do livro de poemas do Engenheiro Civil Carmo Cesário. É uma seleção de 300 poemas, tratando dos mais variados assuntos, e todos voltados à existência humana, que compreende as muitas fases e experiências da nossa e da sua própria vida, como descobertas, aprendizados, paixões, amores, desilusões, perdas e conquistas, seja na área pessoal ou na profissional.

De acordo com o autor, o título para a obra veio de uma alusão ao significado etimológico da palavra esquizofrenia (um dos diversos transtornos mentais, que acometem milhões de pessoas no mundo). “O termo, de origem grega, quer dizer mente dividida, tendo como sentido a dissociação que existe entre o pensamento da pessoa e a realidade à sua volta. Uma pessoa muito próxima a mim, a quem devo muito, é acometida por esse transtorno e queria fazer algo para poder entender o que se passa na cabeça dela. Quando a gente compreende o outro ser, está indubitavelmente lhe oferecendo ajuda”, explicou.

A obra, portanto, tem como finalidade tentar compreender como vivem as pessoas que convivem com distúrbios mentais. O segundo objetivo, segundo o Engenheiro, é tornar pública suas paixões por meio de poemas. “Resumidamente, posso dizer que é unir o útil ao agradável: Buscar compreender a vida de uma pessoa – e das demais, que são acometidas por algo assim – que eu tanto amo, por meio das minhas incontáveis experiências traduzidas em forma de escrita, poesia e arte, que são, em suma, os poemas”, contou.

O livro será lançado nas livrarias Leitura no Shopping Rio Poty, na Saraiva no Shopping Midway-Natal/RN e na livraria Cultura Salvador Shopping.

Confira a entrevista completa

 

1 – Qualquer um antes de ser escritor é um assíduo leitor. Quais são os autores e os livros que lhe deram e ainda lhe dão o prazer da leitura?!

São muitos. Então, vamos lá para eu não me esquecer de nenhum deles: As palavras de Clarice Lispector; Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-volta de Ariano Suassuna (li e adoro quase todos os livros e ensaios dele também); A Rosa do Povo e Antologia Poética de Carlos Drummond de Andrade; Os Lusíadas de Camões; Nunca Mais… Poema dos Poemas de Cecília Meirelles; Nova Antologia Poética, Caderno H, Baú de Espantos, Esconderijos do Tempo de Mário Quintana (aliás, todas suas obras me inspiram).

De igual forma, gosto dos poemas de Camilo Pessanha, Manuel Bandeira, Ferreira Gullar, Augusto dos Anjos, Florbela Espanca, Manoel de Barros, Mário de Sá-Carneiro, Fernando Pessoa, Olavo Bilac e de Paulo Leminski. Mas os meus poetas favoritos são Mário Quintana, Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade. E para finalizar, dentre tantos notáveis e eternos autores, eu tenho profunda admiração por Ariano Suassuna.

2 – Quais são as suas inspirações na hora de escrever? Por falarmos nisso, existem circunstâncias em que você sente essas inspirações, essa vontade de escrever? Se sim, qual (is)?

As minhas maiores inspirações na hora de escrever são as pessoas e os momentos vividos com ou sem (quando estou na minha mais profunda solidão, entretanto, de forma espontânea, onde queremos fazer algum tipo de reflexão) elas. Pessoas que fazem parte da minha vida, como os meus familiares (mãe, pai, irmãos, amigos, colegas de trabalho) ou que fizeram parte dela (ou de certa forma ainda fazem, vez que somos o resultado de tudo o que vivemos).

Não existem exatamente as circunstâncias para eu escrever. A vontade de escrever pode aparecer a qualquer momento: Sozinho, em algum trajeto me deslocando para qualquer lugar, como no shopping ou até mesmo na esquina de casa – ou, como queiram, apartamento, já que moro em um); também, em meio a outras pessoas, no trabalho (sempre nos intervalos, a escrita, pois a vontade já brotou durante a realização do meu ofício, o que não quer dizer que não esteja concentrado nele, mas, tão somente, é que minha vontade de escrever é tão enorme que pode surgir de repente). Na época da faculdade, dentro da própria sala de aula, em meio a uma prova de cálculo, isso já aconteceu (mas não a ponto de me atrapalhar, rs). E, não raramente, esse meu desejo surge na hora de almoçar ou jantar nos restaurantes, do bate-papo dos cafés e nas compras ou apenas a idas nas livrarias, local em que me sinto em casa e em paz. Também, em viagens – que são constantes, em simples passeios ou em caminhadas no calçadão, vem essa minha vontade de escrever. E para não perder a oportunidade de traduzir em palavras o que vem dos meus pensamentos, escrevo até no guardanapo ou no bloco de notas do meu inseparável celular. Enfim, em tudo que faço, lá está essa minha paixão.

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