Vacina sim!

 

 

Desde o começo da pandemia do novo coronavírus, o mundo já perdeu mais de 2,6 milhões de vidas. Cerca de 10% dessas vítimas eram brasileiras. Neste momento, 25 das 27 capitais brasileiras estão com mais de 80% de seus leitos de UTI ocupados.

Uma nação é formada por pessoas vivas. Construção, produção, economia, indústria, comércio: todos os setores demandam saúde. Nós, profissionais do Sistema Confea/Crea, conclamamos: quando chegar sua vez, vacine-se!

Em um contexto de colapso do sistema de saúde e indisponibilidade de leitos de UTI, temos de ser entusiastas da vacina. As vacinas disponíveis reduzem significativamente as hospitalizações e as transmissões. O Brasil precisa, urgentemente, de vacinação em massa. Não obteremos esse resultado se não apoiarmos a ciência e a tecnologia.

Desde o início dessa calamidade, o mundo assistiu à tecnologia dar as mãos aos profissionais da saúde. A rápida confecção dos testes, por exemplo, diagnosticou populações e municiou agentes públicos de dados para que pudessem tomar decisões referentes a lockdowns e construção de hospitais de campanha.

O desenvolvimento da vacina, por sua vez, foi recorde: um processo que usualmente demora dez anos foi executado em dez meses. Esse é o resultado que se tem quando profissionais da saúde e da ciência e tecnologia do mundo inteiro se unem e se coordenam em estruturas de governança para a busca de soluções conjuntas.

Uma vez o imunizante desenvolvido, sua produção em massa, seu transporte e seu armazenamento exigem diversos estudos de capacidade nos laboratórios, organização de cronogramas com base nas previsões das chegadas dos insumos, adaptação das áreas de produção e armazenamento, controle de qualidade que garanta as condições necessárias, ao mesmo tempo que não limite a produção, entre diversos outros passos. Todo esse processo demanda verdadeira gestão de operação industrial. Em outras palavras: há muita engenharia envolvida nesse processo.

Nós, do Sistema Confea/Crea, temos orgulho de representar profissionais essenciais dessa cadeia e poder dizer que toda a estrutura montada servirá como legado na produção de futuros imunizantes. Mas, se quisermos falar de futuro, precisamos nos proteger agora: vacina sim!

Sistema Confea/Crea

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