Presidente e membros do 10º CEP do Crea-PI visitam a Oficina de Cerâmica Serra da Capivara

 

 

O presidente do Crea-PI, Ulisses Filho, e os Membros do 10º Congresso Estadual dos Profissionais (CEP) do Piauí, aproveitaram a realização dos Encontros Microrregionais Preparatórios para conhecerem as potencialidades econômicas e turísticas do Piauí. Na última quarta-feira (10), os representantes deste Regional visitaram a Oficina de Cerâmica Serra da Capivara, responsável pela produção de peças de cerâmica decoradas com pinturas rupestres, que são comercializadas em lojas de decoração de importantes lojas nacionais, além de exportar para países como Estados Unidos e França.

 

 

O responsável pela produção da oficina, Antônio Marcos, contou que a ideia surgiu da arqueóloga Niède Guidon, que procurava uma alternativa de trabalho para os moradores da comunidade que  migravam para outras cidades em busca de emprego. “Ela montou uma estrutura e trouxe um ceramista de São Paulo, descendente de japonês, que nos ensinou a técnica. Após um certo tempo, a cerâmica transformou-se em uma empresa, para buscar mercado e gerar mais renda”, explicou.

Atualmente, a Cerâmica possui 34 artesãos na produção e mais 64 colaboradores, atuando em outras áreas como embalagens e vendas, que vivem diretamente do trabalho realizado no local. Com o trabalho, a oficina chega a receber mais de mil visitantes mensais e apresenta um número ainda maior no período de férias.

De acordo com Antônio Marcos, a produção é feita pensando sempre na questão ambiental. “Em vez de retirarmos argila de rios, que causaria erosão, tiramos de lagoas. A extração é feita no período de seca, quando as lagoas estão vazias. Trabalhamos a modelagem em torno, com ela líquida e o processo com placa. A queima é feita com gás, o que não desmata e permite que você agregue valor à peça. A esmaltação é feita com minérios naturais e fundidos a 1250 graus Cº na segunda queima, para que a peça tenha resistência e se torne uma peça utilitária”, contou.

Quanto as peças que não são comercializadas, Antônio Marcos  frisa a responsabilidade que tratam os materiais. De acordo com o responsável pela oficina, os exemplares que quebram durante a produção são reutilizados, voltando ao início do processo ou podem ser usados como aterro em erosões.

Antônio Marcos destaca o orgulho do trabalho realizado junto aos colegas. “Nosso trabalho é motivo de orgulho. Vemos nossas peças nas novelas, em comerciais em todo o Brasil e hoje a gente que mora aqui sabe que tem nosso emprego, temos com o que viver sem precisar sair daqui. Para nós é muito importante ter esse trabalho e ter reconhecimento em todo o Brasil. Temos uma identidade, um diferencial que é o desenho rupestre em nossa peça, onde você ver uma cerâmica vitrificada com arte rupestre você sabe que foi feita aqui”, finalizou.

 

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